: NONA ENFERMARIA: CLÍNICA MÉDICA

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Melanoma subungueal

Um homem de 37 anos apresenta-se com a unha do grande artelho do pé direito de coloração marrom escuro. O quadro teve inicio há quatro anos quando notou um trecho linear pigmentado sob da unha e ao longo do tempo aumentou em extensão e adquiriu aspecto enegrecido . Há dois meses a pigmentação escura começou a envolver o hiponíquio e pregas ungueais proximais e laterais. O exame clinico do paciente a exceção da unha do halux direito era normal, nada digno de nota na história pessoal e familiar foram detectadas. Os resultados obtidos em testes laboratoriais de rotina encontravam-se dentro dos limites normais. Uma biópsia incisional da matriz ungueal mostrou melanócitos atípicos e células inflamatórias ao longo da camada basal da epiderme, os resultados foram compativeis com melanoma acrolentiginoso in situ. O melanoma subungueal, uma variante do melanoma acrolentiginoso, surge a partir da matriz ungueal, mais comumente no grande artelho ou no dedo polegar.
Sinal de Hutchinson na unha é um importante indício clínico de melanoma subungueal e caracteriza-se pela extensão do pigmento marrom ou preto a partir do leito ungueal, da matriz e placa ungueal para a cutícula adjacente e dobra ungueal proximal ou lateral. O paciente foi submetido a amputação do dedo polegar, permanece saudável oito anos após 8 anos da intervenção.

Sook Jung Yun, M.D., Ph.D.
Seong-Jin Kim, M.D., Ph.D.
Chonnam National University Medical School, Gwangju, South Korea
sjyun@chonnam.ac.kr

Referência:
n engl j med 364;18 - nejm.org, may 5, 2011

Melanoníquia Longitudinal: Aspectos Gerais Para Diagnóstico
Nilton Di Chiacchio
Médico Assistente da Clínica de Dermatologia do Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo.
Prof. Adjunto da Disciplina de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro.

A melanoníquia longitudinal (ML) tem como causa o pigmento de melanina na placa ungueal. É mais freqüentemente observada em indivíduos melanodérmicos, indicando a relação da melanogêneseda unha com a cor da pele. A incidência de ML é significativamente maior em pessoas de pele escura quando comparado com brancos. Aproximadamente 100% dos negros americanos tem ML acima dos 50 anos, ocorrendo em 20% dos japoneses e freqüentemente observado em hispânicos. Em brancos a incidência é de 1%, embora recentes
estudos sugerem um aumento da incidência. A ML aumenta com a idade, existindo relatos da possibilidade de acometimento em crianças ou mesmo formas congênitas. O polegar, indicador e halux são os dedos mais atingidos, provavelmente refletindo a causa traumática para essa patologia.

Principais diagnósticos diferenciais:
_ hematoma subungueal;
_ corpos estranhos;
_ infecções fúngicas causadas pelo Trycophyton rubrum, Cândida humicola e Wangiella dermatitidis;
_ infecções bacterianas que produzem pigmentação;
_ drogas como hidroxiuréia,minociclina, fluconazol e o 3’-azidodeoxitimidina (AZT);
_ tumores, entre eles o carcinoma basocelular, a doença de Bowen e o carcinoma espinocelular;
_ gravidez
_ Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, sendo independente da medicação (zidovudine), estando associada com melanodermia difusa e níveis elevados de alpha MSH;
_ Síndrome de Laugier-Hunziker (hiperpigmentação macular benigna da mucosa bucal e lábios e melanoníquia);
_ fatores como onicofagia, onicotilomania e friccional.
A importância do diagnóstico etiológico da ML é separar as lesões melanocíticas benignas (lentigos benignos, nevos, hiperplasia melanocítica benigna) e as de etiologia não melanocítica (hematomas, infecções fúngicas e bacterianas, farmacodermias etc.) da hiperplasia melanocítica atípica e melanoma subungueal.

Critérios de Diferenciação das Melanoníquias
1- Sinal de Hutchinson
O sinal de Hutchinson caracterizado pela coloração marrom ou preto no leito, matriz ou bordas ungueais não é patognomônico de melanoma, podendo estar ausente nessa condição. A certeza desse diagnóstico só é possível quando essa pigmentação está acompanhada de ulceração do leito e/ou granuloma. O sinal reflete o crescimento radial do tumor porém necessita de confirmação histopatológica sem o que torna-se um sinal apenas presuntivo. Pode aparecer em condições benignas denominado de "pseudo-sinal", na doença de Bowen ou por transparência nos nevos melanocíticos benignos da matriz ungueal.

2 – Regra do "ABCDEF"
Algumas tentativas de se estabelecer critérios de diferenciação clínicos são encontrados na literatura. Eyal (2000) relata que a regra do ABCD utilizada nos melanomas cutâneos não pode ser aplicada ao subungueal. Revisando os dados de literatura que tentam reunir informações capazes de identificar o melanoma subungueal, comparou os dados mais freqüentes e estabeleceu a regra do ABCDEF, como se segue:
A=Age (idade): maior freqüência na 5ª a 7ª década.
B=Black band: faixa marrom ou preta, com mais de 3 mm de largura, irregular
C=Change: Crescimento rápido.
D=Digit: dedo acometido por ordem decrescente de freqüência: Polegar >Halux > Indicador > Mínimo > Múltiplos.
E=Extension: Sinal de Hutchinson.
F=Family: História familiar.

3- Indagações
Baran, Berker e Drawber aconselham analisar as seguintes indagações:
_ As faixas pigmentadas afetam um ou múltiplos dedos?
_ Quais dedos (mãos/pés)?
_ O pigmento pode ser exógeno?
_ Um pododáctilo se sobrepõe a unha envolvida?
_ Há pigmentação periungueal (sinal de Hutchinson)?
_ O pigmento tem um bordo impreciso?
_ O tamanho da faixa aumenta com o tempo?
_ A faixa pigmentar atinge o bordo livre da unha?
_ Há um hematoma linear não migratório?
_ Há um corpo estranho?
Apesar das tentativas de se elucidar clinicamente as ML, o diagnóstico preciso só poderá ser feito por meio do estudo histopatológico. Para isso devemos conhecer as técnicas de biópsia do aparelho ungueal bem como suas melhores indicações específicas para cada caso.

Referência:
Chiacchio N; Melanoníquia Longitudinal: Aspectos Gerais Para Diagnóstico, Jornal da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica ano VII–abril, maio e junho/2002–Nº32

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Dengue: diagnóstico e manejo clínico.

CLIQUE :
Dengue: diagnóstico e manejo clínico/ Dengue: diagnosis and clinical management

Autor(es): Brasil. Ministério da Saúde. Rede Nacional de Ensino e Pesquisa
Fonte: Brasília; Rede Nacional de Ensino e Pesquisa; Nov 12, 2009.

Resumo: Vídeo aborda informações sobre a dengue, uma doença viral transmitida por mosquito, amplamente disseminada nas regiões urbanas tropicais e sub-tropicais. Importante causa de morbi-mortalidade no Brasil e em várias regiões do mundo.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

SEJA UM DOADOR DE MEDULA

O Transplante de Medula Óssea é a única esperança de sobrevivência para muitos portadores de um grande grupo doenças do sangue como as LEUCEMIAS E OS LINFOMAS, entre outras. O maior problema do transplante é o da compatibilidade entre as medulas do doador e do receptor. A chance de se encontrar uma medula compatível entre não-irmãos pode chegar a 1:1000(UMA EM MIL) cadastradas!!!!Por isso, são organizados Bancos de Doadores de Medula Óssea,em todo mundo cuja função é cadastrar pessoas dispostas a doar. Quando um paciente necessita de transplante, esse cadastro é consultado. Encontrado um doador compatível, ele será convidado a fazer a doação. Quanto mais pessoas estiverem cadastradas, maiores as chances de salvar vidas !!!
Para o doador, a doação será apenas um incômodo passageiro, que deixará como "cicatriz" definitiva a alegria de ter salvo uma vida .
Para o doente, será a diferença entre a vida e a morte, a ressuscitação com a sua assinatura de doador.

A doação de medula óssea é um gesto de solidariedade e de amor ao próximo.
Para saber mais, CLIQUE NO LINK DO INCA NA COLUNA AO LADO
TRANSFORME-SE NUM DOADOR E DIVULGUE ESTA IDÉIA

segunda-feira, 4 de abril de 2011

FAÇA O SEU DIAGNÓSTICO...

Uma mulher de 53 anos, branca procurou socorro médico devido a uma descoloração escura da língua(figura A). Quatro semanas antes do desenvolvimento do quadro, havia feito uma cirurgia ginecológica eletiva, da qual ela estava se recuperando.Durante o curso de sua internação,devido a infecção pós-operatória pélvica, fez uso por três semanas de ácido clavulânico amoxicilina e metronidazol.Ela não fumava, mas tinha uma elevada ingestão de bebidas cafeinadas, incluindo seis xícaras de chá e duas xícaras de café por dia. dia 11 de abril será publicado diagnóstico e fonte do caso. Faça seu comentário ele será publicado se voce quiser, colocando OK ao final de sua participação.

11 DE ABRIL DE 2011
DIAGNÓSTICO: Um "swab" de Língua detectou infecção por Candida. Trata-se de um caso de língua pilosa (língua villosa nigra),por Candida secundária ao uso de antibióticos. A língua nigra villosa é uma condição que é muitas vezes atribuída à má higiene oral sendo caracterizada pela hipertrofia e alongamento das papilas filiformes e da falta de descamação normal. A coloração negra é questionada ser devido à infecção secundária por bactérias produtoras de porfirina cromogênico ou leveduras. É mais comum em pessoas mascam tabaco, bebidas cafeinadas ou pacientes infectados pelo HIV. Caracteristicamente confinada aos dois terços posteriores da língua , geralmente não causa sintomas. A paciente foi tratado com uso de fluconazol e em no 7 dias sua língua voltou ao normal(figura B). Referência: The Lancet 2011; 377:1183 (DOI:10.1016/S0140-6736(10)60930-0)

Leia nas publicações do blog,a materia sob o titulo: Língua pilosa (língua villosa nigra) de 14 de setembro de 2009 (Marcadores: medicina interna)

sábado, 2 de abril de 2011

VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão - 2010

SINAIS VITAIS

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quinta-feira, 31 de março de 2011

INSPEÇÃO GERAL

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quarta-feira, 30 de março de 2011

ANAMNESE

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sábado, 19 de março de 2011

DERMATOLOGIA

LESÕES DE PELE: SITE INTERATIVO

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Princípios de Neurologia

excelente livro, abrange toda a neurologia clínica de forma fácil e didática

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

EXAME CLINICO OSTEO-ARTICULAR

AULA MINISTRADA NO CURSO DE SEMIOLOGIA CLINICA 2010
http://www.mediafire.com/?ja30a160q3288pq